Algumas mulheres conseguem ser um tanto paranóicas quando o assunto é beleza. Um docinho aqui, uma dieta ali. Vale de tudo para ficar em paz com a balança. Aqui no Rio, corpo bonito é (quase) uma obrigação. Academias lotadas. Ué, pra quê ligar para o nivel de vida se é possível ter um corpo sarado!? o.O
Nesses dias (intensos) de férias sobrou espaço para dois doc´s que mostraram quando a tal neurose pelo corpo perfeito interfere na vida social: Thin e Quero Ser Anoréxica. O primeiro mostra o tratamento de jovens com disturbio alimentares em uma clínica especializada, o último, depoimento de jovens que encaram a anorexia como algo naturalíssimo.
O último foi o que mais me impressionou. Uma jovem de 16 anos dizia que a anorexia não é doença, mas um estilo de vida. Outra adolescente afirmava que podia sobreviver sem comer. Todas tinham em comum a rotina de se pesar à cada hora, experimentar roupas ou induzir vômitos para “acelerar” a perda de peso. No primeiro doc, a recuperação das adolescentes é mostrada de uma forma muito dolorosa. Algumas chegam às clinicas pesando 49 quilos, conseguem retonar ao peso normal e acabam, pouco tempo depois, voltando ao tratamento.
A anorexia é um assunto difícil de “digerir” logo de cara. Eu custei a entender como seria possível uma garota chegar numa situação de extrema magreza. Sim, é possível uma vez que nosso cérebro pode nos pregar peças quando não utilizado de forma coerente (se é que a palavra é esta). Cá entre nós essa tal anorexia é comum na classe média/alta. Até parece que uma adolescente que trabalha pra ajudar nas despesas de casa vai ter tempo pra pensar em ficar magra como Paris Hilton.
A beleza está supervalorizada, as adolescentes cada vez mais vazias, os pais dessas jovens ausentes na fase em que o diálogo deveria ser freqüente. Não me resta dúvidas de que ainda vamos ouvir muito falar sobre esse assunto. o.O