Araruama foi o destino da viagem. Carnaval aqui no Rio nem pensar – dizia meu pai. A morte do menininho de 6 anos fez com que muita gente mudasse os planos para o carnaval. Meu pai foi mais um deles. A ida foi estressante, 5 horas de viagem com estrada engarrafada. Parecia que todos os moradores do Rio resolveram viajar justamente naquela quinta-feira e àquela hora.
Bom… depois da viagem agitada, os outros dias foram de puro descanso e papo cabeça. A família estava numa harmonia só. Meu pai e eu nos entendemos super bem. Não houve espaço para desintendimentos o que foi ótimo para eu perceber que se nos ouvíssimos mais não haveria tanta divergência entre nós. Tem também o fator idade, mas prefiro pular essa parte pois tenho a consciência de que não ficarei com 21 anos pra sempre. (risos)(cena de Babel)
Aproveitando o gancho, o ótimo diretor Alejandro González Iñárritu (de Amores Brutos e 21 Gramas) deixou bem claro pra mim, em seu mais recente filme – Babel, que a não comunicação entre as pessoas atravessa barreiras culturais e pode causar conseqüencias terríveis. É o tipo de filme que te faz pensar , não tem conclusões ou finais felizes. Saí do cinema mais áerea do que entrei. Acredito que o objetivo do diretor foi justamente esse: causar reflexões e revisões de conceitos. Vi na televisão que o filme recebeu 7 indicações ao Oscar. Inclusive a atriz japonesa (Rinko Kikuchi) que interpreta uma jovem surda-muda ,que na minha opinião foi a estrela do filme, recebeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Uns dos melhores filmes a que assisti. Sem dúvidas! O longa cumpre seu papel no quesito “Hey, Pare Pra Pensar!”
Na Semana Anterior…
24/02/2007 por Jana